quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

MUNDO...

mudo tudo de lugar...
as coisas,
as paredes,
os lugares...
os pensamentos saem de lá...
mudo tudo no meu mundo...
como deveria mesmo mudar...
mudo tudo na vida inteira...
que não deixo pela metade,
que levo na brincadeira...
mudo tudo o que deveria ser...
me deito nas asas da borboleta que me guia os passos e já não sei onde vou...
vida nova que me espera...
sei muito que mesma sou...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008


HOJE CAI UMA CHUVINHA magra, fininha e insistente, que de tanto que cai aos pouco quase molha tudo...como lágrima derramada de dor, ou raiva, em canto escondido dentro de nós...essa chuvinha sem pressa ou pretensão, que vai com todo tempo do mundo, que dissolve esse céu cinza e que me faz imaginar que por debaixo existe azul, que algum dia vai fazer sol...essa chuva que em Janeiro, me lembra que deveria ser torrencial, e não durar mais do que minutos, e que me traz de volta dias atrás...dias nos quais eu já usei borracha, mas que infelizmente estão escritos à caneta, dias atrás que vou deixar por conta de corretivo, ainda que perca alguns momento, ainda que tenha no passado, alguns dias em branco...serão só dias atrás...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

pois de instantes é que somos...efêmeros...

e mais um instante se passa...já não é mais e o passado se instala ...e o que se lembra depois é o que a mente nos mente...a inconstância do tempo que nos dita os passos, que nos dita a vida...(ditado esse, copiado em folhas de papel tão novas que chegam a reluzir)...que nos faz assim, tão efêmeros, tão instantâneos, tão humanos...mas ainda guardo aquele instante, aquele cheiro que minhas narinas detectaram quando você passou por mim...ainda está no fundo da minha alma e da retina o que (te) vi...o arrepio supérfluo que percorreu os pêlos e memória do dia em que te achei, perdida neste mundo nem tão meu, nem tão seu...tão efêmero...que nos perdeu de nós mesmas...que nos tirou dali, ou daqui, quem pode saber...éramos só nós por lá, para agora poder contar as mentiras da memória efêmera...eu ainda sonhos, noites sim, noite não, e acordo com a sensação de que é vida real e passa tão lentamente que se pode até tocar...eu ainda te sonho em meus sonhos tão tolos (e bobos) que nem parecem sonhos e sim a vida como é...tão real...tão normal...que não nos cabe...que não nos define...que não nos pertence...um mundo tão real que não nos contém...e ainda é cedo demais pra falar ou pensar ou existir ou deixar tudo pra lá...ainda é cedo, mas vai passar tão rápido como a noite ou o samba...vai passar...tudo se efemerizará...e o passado ainda me assombra, já que agora ando de olhos fechados, tateando o nada e a escuridão...já não tenho mais a mesma calma para a exatidão de que as coisas passam para o passado com um piscar de olhos, já não pisco, ando com os olhos fechados e te procuro no fundo dos olhos da escuridão...
é
esse
GOSTO
...
que
me
adoça
os
lábios
...
QUE
me
amarga
a
boca
...
é
esse
gosto
...