DAQUI PRA LÁ
DALI PRA CÁ
O MUNDO PRECISA GIRAR
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quando se olha por fora se vê o que há por fora, mas o que há por dentro quem poderá ver...não com esses olhos, não da mesma forma que sempre se olhou...não mais assim...por dentro é mergulho, por dentro não há como não encontrar o que se procura...
domingo, 11 de novembro de 2012
um achado.
Um blog achado ao acaso.
Como se o acaso realmente existisse.
Um blog simples.
Pra falar e pra ouvir.
www.claravanali.com.br
Nana Rodrigues
Como se o acaso realmente existisse.
Um blog simples.
Pra falar e pra ouvir.
www.claravanali.com.br
Nana Rodrigues
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
ex-bigo.
E o problema do homem é ter umbigo.
Desde que começaram a fazer pessoas com umbigo, eis que elas se basearam nisso para viver, e nada mais interessa.
Até sabem que o outro está ali, por perto, mas os seus umbigos dominadores prevalecem, impedindo que consigam ter a real noção de que o mundo não lhes pertence.
E então o caos se torna palavra de ordem. Se pisa. Se passa por cima. Se magoa. Se enlouquece. Se esquece.
E o esquecimento é o que há de pior em termos de relação humana. Pois quando se esquece, para o bem e para o mal, não há mais nada que possa ser feito a respeito.
Hoje eu te faço algo de bom. Amanhã você esquece. Amanhã eu te faço algo de ruim. Depois de amanhã você esquece. Uma vida de esquecimentos.
Não há como construir uma relação com base no esquecimento. É algo que só se fixa na ficção. Na vida real, essa que estamos acostumados a viver, não há como ser assim.
E então se fala do outro como se só ele fosse culpado. Então se julga o outro como se quem julga fosse um papel em branco, como se nada, nem de bom, nem de ruim, tivesse sido feito antes.
Pois esquecer é mais fácil do que se colocar no lugar do outro. Pois esquecer é mais fácil do que tentar resolver. Já que se você esquece lhe parece que não aconteceu. E então o outro vira alvo fácil. Vira o sempre judas para malhar.
O problema é ter umbigo e nele se basear para viver. O problema é não ver o outro. O problema é a nossa cegueira egocêntrica, sempre colocando no outro a culpa, a raiva, a inverdade de nossos fracassos.
Nunca estará no outro, se não em nós. Nem o dano. Nem o bônus. Nem a dor. Nem a alegria. Nem nós. Nunca estará no outro. Por mais paradigmático que pareça. Sempre estará em nós. Mas não em nossos umbigos.
E portanto, voto para que arranquemos nossos umbigos e que seja feita uma fogueira em praça pública. E não voltemos a falar sobre o outro não existir. Sobre magoar e fazer doer, por conta de um breve e pequena cicatriz. Ex-bigos para viver em paz.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Não o amor. O amor.
Se for amor você não saberá.
Ele é da ordem do inominável.
E o preenchimento será, então, desesperador.
A agonia de ser completamente tomado pelo que você desconhece, ainda que lhe reconheça a face. Será sugado pelo escuro acolhedor, sem bordas, sem contornos.
E verá a luz contida na escuridão.
Você não saberá e sentir vai torna-lo ainda menos.
Os tremores nascerão e morrerão no centro.
E a solidão se tornara uma espera ensurdecedora.
Quando se tratar deste amor que vos falo, e que todos desconhecem, a loucura suave de algum amanhã será a única salvação.
Não saberão onde estão, mas saberão o que significa pertencer a um nada agora desejado.
Sim.
Vocês poderão se reconhecer.
De tempos em tempos.
Ele é da ordem do inominável.
E o preenchimento será, então, desesperador.
A agonia de ser completamente tomado pelo que você desconhece, ainda que lhe reconheça a face. Será sugado pelo escuro acolhedor, sem bordas, sem contornos.
E verá a luz contida na escuridão.
Você não saberá e sentir vai torna-lo ainda menos.
Os tremores nascerão e morrerão no centro.
E a solidão se tornara uma espera ensurdecedora.
Quando se tratar deste amor que vos falo, e que todos desconhecem, a loucura suave de algum amanhã será a única salvação.
Não saberão onde estão, mas saberão o que significa pertencer a um nada agora desejado.
Sim.
Vocês poderão se reconhecer.
De tempos em tempos.
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