COMO se você vivesse assim. Se só de costas pudesse ver. Se só ao olhar para trás pudesse compreender.
DO AVESSO.
É como sua vida se tornou. O que poderia estar por dentro agora está por fora. O que deveria proteger está escondido. E o resto, frágil, débil, todo exposto aos arranhões que as pessoas sabem oferecer. Como se ao invés de dormir você acordasse. Se quando tivesse fome achasse mais correto não comer. Eu tenho fome! E você? O que é que você tem? Você está tão calado hoje. Tão quieto. Ao contrário de falar, calou.
E se são nossos próprios pés que nos encaminham, como podemos seguir caminhos tão adversos? Tão perversos somos conosco. Sempre deixando para depois. Quanto tempo você ainda tem? Não tanto quanto você gostaria de ter bebê!
A vida não tem rédeas, ela costumava dizer. Dizer e chorar. Dizer e rir de si mesma por ter sido tão tola. Por ter acreditado tanto em si. Em dó. Em ré. Os sorrisos são roupas, que vestimos para ocasiões especiais. Os sorrisos são roupas gastas que se amarelam com o tempo. Os sorrisos verdadeiros parecem meio demodês.
Quando mesmo as coisas deixaram de ter aquele gosto? Quando mesmo o desgosto passou a ser o gosto de tudo o que conseguimos provar? Quando mesmo? Que dia é amanhã? Quando mesmo amanhã vai se tornar hoje? Quantas perguntas são necessárias para sobreviver?
Duas dúzias e meia. Meia dúzia e três. Três vezes mais do que você gostaria. Cem por cento do que pode ser. E acabamos tomando refrigerantes demais, sem nem ao menos saber do que eles são feitos. E se soubéssemos, se soubéssemos o defeito do que ele é feito... Nem assim deixaríamos de tomar. Tomar é a nova moda! É o novo preto! É básico! Diriam por ai...
E desde então somos engolidores de facas. Afiadas por nossas próprias mãos. Somos o desafio ao contrário. Somos o expectador torcendo para alguma coisa, qualquer coisa, talvez até uma coisa estranha e má acontecer. Somos o contrário do que achamos, simplesmente por achar tanto.
E desde então precisamos de chão para o nosso pé. Para levá-lo para passear, sem tanto, sem tão pouco. E desde que as coisas começaram a se comportar como nós nos comportamos com elas, ao contrário, começamos a desver, desamar, desdormir, descomer, desfalar, desdizer, desviver.
P.S:
Instruções para se desvirar.
Não existem instruções para isto. Aguarde. Em breve...
quando se olha por fora se vê o que há por fora, mas o que há por dentro quem poderá ver...não com esses olhos, não da mesma forma que sempre se olhou...não mais assim...por dentro é mergulho, por dentro não há como não encontrar o que se procura...
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
AFINAL...
SOMOS SERES DOTADOS DE LIVRE-ARBÍTRIO OU AGIMOS POR AUTOMATISMOS PRÉ-DETERMINADOS?
E tudo depende. Somos dependentes do que pensamos e por pensarmos assim ou assado, de como agimos. Somos totalmente dependentes de pensar o tempo todo e isso não quer dizer que chegaremos a algum lugar. (Ou sempre chegaremos?)
Quando acordamos de manhã e não de tarde.
Quando usamos calça ou nada.
Quando comemos almoço ao meio dia.
Quando fazemos o que temos que fazer.
O que temos que fazer mesmo?
Temos que nos colocar a pensar. Temos que refletir, sem que refletir se torne o "modos operandi" geral. Temos que pensar sós. Temos que elevar nossos conceitos, e não no sentido de termos pensamentos mais elevados e sim de coloca-los acima do pensamento geral.
É claro que há de haver uma ordem. Mas até onde essa ordem deve ir? Até onde ela deve ditar o que fazemos?
Temos o direito de pensar direito. De sermos exatamente como acreditamos que deveremos ser. Mas não podemos nos deixar levar pela massa em "cloud" que nos faz pensar que estamos pensando enquanto estamos apenas reproduzindo ou seguindo.
Quando dizemos que sim.
Quando dizemos que não.
Quando dizemos sem saber o que dizemos.
Temos que desligar o pensamento automato. Aquele que nos leva a criar julgamentos falsos, falsas verdades (verdades existem mesmo?), e tomar atitudes baseadas num senso comum. Não há problema nenhum em ser comum. Só não dá pra ser o que a gente não quer ser só pra ser a gente que todo mundo quer.
Já que desde que o mundo é mundo estamos pensando e seguindo e fazendo e sendo. É necessário pensar. E pensar por si só não adianta. Temos que pensar como se não houvesse mais nada que pudéssemos fazer naquele momento. Temos que pensar como se estivéssemos sozinhos no mundo. Temos que pensar só.
Você já pensou de quantas maneiras podemos ser. (sem ter que ver)
Você já pensou que dá pra subverter a ordem. (sem ter que ver)
Você já pensou que dá pra fazer a ordem. (sem ter que primeiro ver para crer)
Temos que crer por crer. Crer e somente crer e então poderemos fazer o que quisermos fazer. Então exerceremos nosso livre-arbítrio, realmente livre!
E então estamos todos ai. Sendo manipulados por nós mesmos, já que temos opção e nos deixamos sem ela. E estamos aqui a tanto tempo, mas parece que foi ontem. Parece que foi ontem que começamos a pensar e já estamos estabelecendo padrões a serem seguidos. E tudo que estiver fora do padrão... E não se pode mais ser autentico. Ser autentico, nos últimos tempos ( ou em todos os tempos, quem sabe...) tem significado ser igual. Seja na sanidade, seja na loucura.
Por mais loucos diferentes uns dos outros.
Por mais cabelos com a cara de quem usa e não com a cara de uma capa de revista.
Por mais eu.
Por mais você.
Por mais espelhos para se olhar.
Por menos espelhos para copiar.
E tudo depende. Somos dependentes do que pensamos e por pensarmos assim ou assado, de como agimos. Somos totalmente dependentes de pensar o tempo todo e isso não quer dizer que chegaremos a algum lugar. (Ou sempre chegaremos?)
Quando acordamos de manhã e não de tarde.
Quando usamos calça ou nada.
Quando comemos almoço ao meio dia.
Quando fazemos o que temos que fazer.
O que temos que fazer mesmo?
Temos que nos colocar a pensar. Temos que refletir, sem que refletir se torne o "modos operandi" geral. Temos que pensar sós. Temos que elevar nossos conceitos, e não no sentido de termos pensamentos mais elevados e sim de coloca-los acima do pensamento geral.
É claro que há de haver uma ordem. Mas até onde essa ordem deve ir? Até onde ela deve ditar o que fazemos?
Temos o direito de pensar direito. De sermos exatamente como acreditamos que deveremos ser. Mas não podemos nos deixar levar pela massa em "cloud" que nos faz pensar que estamos pensando enquanto estamos apenas reproduzindo ou seguindo.
Quando dizemos que sim.
Quando dizemos que não.
Quando dizemos sem saber o que dizemos.
Temos que desligar o pensamento automato. Aquele que nos leva a criar julgamentos falsos, falsas verdades (verdades existem mesmo?), e tomar atitudes baseadas num senso comum. Não há problema nenhum em ser comum. Só não dá pra ser o que a gente não quer ser só pra ser a gente que todo mundo quer.
Já que desde que o mundo é mundo estamos pensando e seguindo e fazendo e sendo. É necessário pensar. E pensar por si só não adianta. Temos que pensar como se não houvesse mais nada que pudéssemos fazer naquele momento. Temos que pensar como se estivéssemos sozinhos no mundo. Temos que pensar só.
Você já pensou de quantas maneiras podemos ser. (sem ter que ver)
Você já pensou que dá pra subverter a ordem. (sem ter que ver)
Você já pensou que dá pra fazer a ordem. (sem ter que primeiro ver para crer)
Temos que crer por crer. Crer e somente crer e então poderemos fazer o que quisermos fazer. Então exerceremos nosso livre-arbítrio, realmente livre!
E então estamos todos ai. Sendo manipulados por nós mesmos, já que temos opção e nos deixamos sem ela. E estamos aqui a tanto tempo, mas parece que foi ontem. Parece que foi ontem que começamos a pensar e já estamos estabelecendo padrões a serem seguidos. E tudo que estiver fora do padrão... E não se pode mais ser autentico. Ser autentico, nos últimos tempos ( ou em todos os tempos, quem sabe...) tem significado ser igual. Seja na sanidade, seja na loucura.
Por mais loucos diferentes uns dos outros.
Por mais cabelos com a cara de quem usa e não com a cara de uma capa de revista.
Por mais eu.
Por mais você.
Por mais espelhos para se olhar.
Por menos espelhos para copiar.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
ERA UMA VEZ. O ERRO.
SOBRE não errar.
Sobre não errar nunca, nem em pensamento. E nem em pensamento cogitar o erro. Sobre errar em pensamento para não errar na realidade real. Sobre não admitir o erro como um favor que a vida nos faz. Como um favor para que as coisas possam refletir, para que as coisas possam ir para os seus devidos lugares, se é que esses lugares devidos devam existir. Sobre não querer mais nada do que o certo. O lado certo. O jeito certo. A pessoa certa. A certeza do certo.
Se quando erramos podemos nos ver.
Se quando erramos podemos ser.
Ser sem medo de não ser.
Sobre não querer discutir, descuidar, desobedecer, subverter, sobreviver. Sobre ensaiar o que se vai dizer logo em seguida, não pelo medo de tropeçar nas palavras, mas para não errá-las, não gaguejá-las, para não. Ensaiar as palavras para dominá-las, justo elas que são indomináveis. E não dançar para não pisar no pé. Para não pisar no próprio pé. Para não cair de cabeça. Como se fosse possível. Como se fosse vivível.
É só errando.
É só errando e recomeçando.
É só errando e rindo que vamos indo.
Se não só vamos ficando. Ficando na certeza de que não erramos nunca, de que tomamos muito cuidado, de que somos o que há de mais certo neste mundo e de que devemos orgulhosamente nos orgulhar por não errar. Por sermos perfeitos. E não perceber que "perfeitos" é o que menos devemos ser. Perfeição é o que menos devemos querer ter, ser e estar.
Olhe para os seus dois pés.
Olhe para a sua boca.
Olhe para os seus dois olhos.
Olhe para os meus dois olhos, tão irregulares, tão dispostos a ver que não são iguais, que são o que podem ser e servem para ver e que isso é o que há de mais bonito. Um coração não é o desenho de um coração, colorido de vermelho, contornado corretamente com canetinha hidrocolor vermelha. Um coração é um desenho mal feito, que sai do papel e bate, e pulsa e treme ao te ver. Treme de medo, de dor, de alegria e felicidade, treme ao te ver sem saber ao certo o que fazer se não tremer. Um coração são veias que levam emoções para lá e para cá e que por isso mesmo erram os caminhos de vez em quando e acabam levando um amor para a barriga, uma traição para o pé e para os dedos uma ferida.
Somos o melhor que podemos ser.
Isso não é novidade.
Isso talvez seja um erro.
Isso é o que dá pra ser.
Erre. R.
E se descubra feliz. Se descubra mortal. Se descubra humano. Se descubra. Tire de você tudo o que está sobrando. Palavras, preceitos, aceitos, tudo o que sobrar depois de errar. Depois de cair de quatro no meio da Rua XV lotada de gente. Tire tudo. Mesmo depois de ter se sujado de sorvete na primeira vez. Mesmo depois de todas as vezes. Aceite o que lhe pode ser dado. Aceite que os dados nunca caem assim ou assado, eles caem como dá, eles talvez, não tenham medo de errar.
P.S. Esste testo pode cónter algum ero. Ou não.
Sobre não errar nunca, nem em pensamento. E nem em pensamento cogitar o erro. Sobre errar em pensamento para não errar na realidade real. Sobre não admitir o erro como um favor que a vida nos faz. Como um favor para que as coisas possam refletir, para que as coisas possam ir para os seus devidos lugares, se é que esses lugares devidos devam existir. Sobre não querer mais nada do que o certo. O lado certo. O jeito certo. A pessoa certa. A certeza do certo.
Se quando erramos podemos nos ver.
Se quando erramos podemos ser.
Ser sem medo de não ser.
Sobre não querer discutir, descuidar, desobedecer, subverter, sobreviver. Sobre ensaiar o que se vai dizer logo em seguida, não pelo medo de tropeçar nas palavras, mas para não errá-las, não gaguejá-las, para não. Ensaiar as palavras para dominá-las, justo elas que são indomináveis. E não dançar para não pisar no pé. Para não pisar no próprio pé. Para não cair de cabeça. Como se fosse possível. Como se fosse vivível.
É só errando.
É só errando e recomeçando.
É só errando e rindo que vamos indo.
Se não só vamos ficando. Ficando na certeza de que não erramos nunca, de que tomamos muito cuidado, de que somos o que há de mais certo neste mundo e de que devemos orgulhosamente nos orgulhar por não errar. Por sermos perfeitos. E não perceber que "perfeitos" é o que menos devemos ser. Perfeição é o que menos devemos querer ter, ser e estar.
Olhe para os seus dois pés.
Olhe para a sua boca.
Olhe para os seus dois olhos.
Olhe para os meus dois olhos, tão irregulares, tão dispostos a ver que não são iguais, que são o que podem ser e servem para ver e que isso é o que há de mais bonito. Um coração não é o desenho de um coração, colorido de vermelho, contornado corretamente com canetinha hidrocolor vermelha. Um coração é um desenho mal feito, que sai do papel e bate, e pulsa e treme ao te ver. Treme de medo, de dor, de alegria e felicidade, treme ao te ver sem saber ao certo o que fazer se não tremer. Um coração são veias que levam emoções para lá e para cá e que por isso mesmo erram os caminhos de vez em quando e acabam levando um amor para a barriga, uma traição para o pé e para os dedos uma ferida.
Somos o melhor que podemos ser.
Isso não é novidade.
Isso talvez seja um erro.
Isso é o que dá pra ser.
Erre. R.
E se descubra feliz. Se descubra mortal. Se descubra humano. Se descubra. Tire de você tudo o que está sobrando. Palavras, preceitos, aceitos, tudo o que sobrar depois de errar. Depois de cair de quatro no meio da Rua XV lotada de gente. Tire tudo. Mesmo depois de ter se sujado de sorvete na primeira vez. Mesmo depois de todas as vezes. Aceite o que lhe pode ser dado. Aceite que os dados nunca caem assim ou assado, eles caem como dá, eles talvez, não tenham medo de errar.
P.S. Esste testo pode cónter algum ero. Ou não.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
o outro em mim
hoje fazem quatro dias que meu celular foi furtado. retirado de dentro da minha bolsa com mãos leves e fáceis de carregar. e depois de me culpar por ter facilitado o furto. depois de ter chorado pelas tantas fotos que estavam armazenadas. depois de ter cancelado a linha e o aparelho. depois de tudo fica o mais ainda.
é claro que não era só um aparelho eletrônico de alto valor. não. eram lembranças, recados, fotos, memórias (internas e externas), eram contatos. mas é dai?
e dai se há uns 10 anos atrás nós nem pensávamos em estar tão conectados assim. não andávamos para cima e para baixo presos por nós mesmos. não nos mantínhamos reféns de ser para os outros e não ser para nós.
de uns tempos para cá. na nossa era do exibicionismo. na nossa loucura de fazer checkin até no banheiro. na doentia mania de postar foto de tudo para todos. na mania vazia de estar tão preocupado em mostrar que nem nos deixa tempo de ver, sentir, estar.
de uns tempos para cá a exposição de nossas gastas figuras publicamente é o que há de mais moderno. de mais descolado e significativo entre todos para todos. não importa se foi bom ou ruim, importa que todos saibam que você esteve lá, que esteve acolá e depois logo ali.
de uns tempos para cá nos prendemos ao nosso ego de um modo tão doentio, que conversar, se não for através de uma máquina, ficou monótono. ficou chato não postar a todo momento. são as máquinas que mantem os habitantes deste lugar, chamando mundo, ligados.
diga para alguém se ela conseguiria se imaginar refém. diga se ela conseguiria se imaginar vivendo ligada à máquinas o tempo todo. diga para ela se ela conseguiria viver, mesmo sendo dependente, profundamente dependente.
ela. eu. você. nós certamente responderemos que não.
mas é assim que vivemos. numa falsa conexão. num falso todo. num falso mundo onde todo mundo se conhece. mas que na realidade nos faz não saber nem o nome do porteiro. do vizinho. do colega ali do lado. dos três mil e quinhentos amigos da rede na qual estamos doentiamente conectados.
não. não me excluo da rede.
não. não me excluo do ego.
não. ainda não tenho um novo celular.
Assinar:
Postagens (Atom)


